domingo, 27 de abril de 2008

Mobilização para Ônibus do ENG - 04 e 05 de maio!

Galera.

Não sei se todos sabem, mas o ENEG 2009 será em julho, por isso aGeografia encaminhou pedido para ônibus ao Pró-Aluno, por meio do DCE, para viabilizar a ida de uma delegação nossa ao Encontro.Porém, em manobras burocráticas, a PROAC, com consentimento velado do DCE, vetou o pedido nosso, alegando que já teríamos viajado comrecursos do Pró-Aluno 2008, o que é uma mentira. O acerto que garantiu o ônibus para nossa ida ao ENEG foi conseguido no começo doano de 2007...

Portanto, foi marcada uma reunião de CAs e DAs interessados no dia 05 de maio, às 18 horas, no Bandejão, para se fechar uma lista de demandas dos cursos (da qual a Geografia está pré-excluída). Em reunião, o DACG-UFF encaminhará uma proposta de elaboração de uma lista que englobe as demandas de todos os cursos (incluindo as nossas, e para além da restrição de uma viagem por curso), e mobilização permanente e massiva, tocada pelo DCE prioritariamente, que garanta a aceitação e cumprimento dessa lista por parte da Reitoria. Caso não consigamos aprovar isso com os outros CAs e DAs, defenderemos nossa demanda específica no dia 06, na reunião dos CAs, DAs e DCE com a PROAC para resolver o assunto. E nesse reunião, seja qual for a posição apresentada (conjunta dos CAs e DAs, de acordo com nossa proposta, ou em separada a demanda da Geografia), se faz necessária a presença massiva de todos osestudantes da Geografia, e da UFF, que puderem!!!

Todos dia 05 e 06 de maio!!! 05 de maio, 18 horas, no Bandejão!!! 06 de maio, 13 horas, na Reitoria!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

ASSEMBLÉIA GERAL!!! 30/04

dia 30/04, quarta-feira,
nos horários: 11:30h e 18:00h
Assembléia Geral dos Estudantes de Geografia da UFF.
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A proposta de pauta para a Assembléia é:
1. Pós-CONEGEO;
2. ENG;
3. ENADE;
4. Finanças do D.A.;
5. Eleições do D.A.;
6. Congresso Estudantil da UFF;
7. Proposta de Nova Regulamentação dos Cursos de Graduação.
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Todos à Assembléia!!!
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DACG-UFF.
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Convite a publicação dos resumos do ENG no nosso Blog

O D.A. do Curso de Geografia da UFF (DACG-UFF), cumprindo resolução definida na reunião do dia 22/04, convida todos os estudantes de geografia da UFF que enviaram resumos de trabalhos para o XV ENG (julho de 2008, segue o site do evento: http://www.agb.org.br/eventos/?evento=2) a publicarem seus resumos no Blog do nosso D.A.
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Tal iniciativa tem a finalidade de promover o debate acerca da produção acadêmica dos estudantes do nosso curso como sujeitos da produção geográfica.
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Todos estão convidados a acessar os textos e participar desse importante espaço de trocas. Esperamos que esse seja o primeiro passo para num futuro próximo organizarmos o nosso próprio periódico acadêmico.
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Possuem direito a publicão de textos no Blog todos os estudantes de geografia da UFF. Para este fim, os resumos devem ser enviados para o e-mail do D.A.: dacg.uff@gmail.com
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Endereço do Blog do D.A.C.G.: http://dacguff.blogspot.com/
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VAMOS DISCUTIR E FAZER GEOGRAFIA!!!
DACG-UFF
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RESUMOS PUBLICADOS ATÉ O MOMENTO:
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A INDÚSTRIA E A PRODUÇÃO GEOGRÁFICA DO MUNDO DO HOMEM
Por Raoni Lucena
Link: http://dacguff.blogspot.com/2008/04/resumo-eng-indstria-e-produo-geogrfica.html
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CONTRIBUIÇÕES PARA A CRÍTICA AO MODELO DE "DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL" NA AMAZÔNIA A PARTIR DA LEI DE GESTÃO DE FLORESTAS PÚBLICAS
Por Flávio Almeida Reis
Orientado por Carlos Alberto Franco da Silva
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TERRITÓRIO E PRECONCEITO: UM OLHAR SOBRE O TERRITÓRIO DE CONVIVÊNCIA HOMOSEXUAL DA FARME DE AMOEDO
Por Rafael Chaves Vasconcelos Barreto
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Território e Preconceito: um olhar sobre o Território de Convivência Homossexual da Farme de Amoedo

RESUMO ENVIADO PARA O XV ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS (Encontro da AGB): http://www.agb.org.br/eventos/?evento=2
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Por Rafael Chaves Vasconcelos Barreto
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Atualmente temas como diversidade, preconceito, respeito às diferenças têm sido muito tratados no dia a dia, na mídia e na Academia, abarcando temas como raça, gênero e diversidade sexual. Notamos que cada vez mais tem se buscado a valorização das diferenças, ressaltando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo. Mas apesar dessa ser uma luta diária, e dos avanços, ainda existe muito que percorrer na luta contra o preconceito. Negros, mulheres e homossexuais ainda sofrem discriminação, mesmo com a existência de leis em favor das causas, além do apelo de instituições, da mídia e de várias ONGs (Organizações Não Governamentais) que lutam pelos direitos de igualdade entre os indivíduos. Trataremos mais especificamente da minoria compreendida pelos homossexuais, que sofre com a ausência de leis que combatam a discriminação, e que vem se mostrando cada vez mais visíveis, visto os resultados dos últimos balanços feitos nas Paradas de Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), que além de aumentarem em número de participantes, tem multiplicado os locais aonde elas vêm ocorrendo. O ano de 2008 está sendo um ano marcado no Brasil por ser a primeira vez que o país realiza uma Conferência Nacional de Políticas Públicas para GLBT, onde serão discutidas propostas de políticas que visem a melhoria dessa parcela da população, que sofre com a ausência de políticas de combate ao preconceito e a discriminação, sendo obrigadas a viver em muitos casos de forma escondida a sua identidade, procurando refúgio nos territórios de convivência homossexual, locais que vem se multiplicando e se tornando cada vez mais visíveis, ao contrario dos antigos “guetos”, que são vistos de forma pejorativa, como locais muitas vezes entendidos como insalubres, onde o indivíduo ia em busca de sexo somente. Nesse sentido o presente artigo tratará da formação de um território de convivência homossexual, tomando como exemplo o território da Rua Farme de Amoedo e adjacências, em Ipanema, no município do Rio de Janeiro, mostrando como a identidade homossexual é expressa nesse território, através de símbolos vistos no espaço, estampados nos estabelecimentos considerados GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) ou “friendly” (receptivos a esse tipo de público) e através de seus indivíduos freqüentadores, procurando também analisar a relação desse território com o seu entorno, bem como os conflitos que envolvem muitas vezes os freqüentadores e como se da a relação de controle desse espaço. Nesse sentido vemos vários fatores que influenciam na existência desse tipo de território nesse local. Ipanema nesse sentido mais uma vez mostra seu perfil, como bairro de vanguarda, marcado por sua ousadia e lançamento de tendências, bairro que ficou marcado por acontecimentos como a aparição de Leila Diniz grávida de biquíni na praia, se tornando um ícone que mais tarde seria imitada por outras mulheres. Outra situação que marcou Ipanema foi a aparição de Fernando Gabeira na praia de Ipanema vestindo uma tanga de crochê e tomando limonada. Por fim destaco também o pioneirismo de um grupo de mulheres fazendo topless, rodeado de repórteres e curiosos. É nesse contexto que surge nas areias de Ipanema um espaço freqüentado predominantemente por homossexuais e simpatizantes a causa, um local onde o indivíduo pode exercer de forma mais livre a sua identidade homossexual, na presença de seus semelhantes podendo reconhecer no outro a sua identidade e compartilhar da mesma sem sofrer possíveis retaliações. Sabemos que ainda nos dias atuais, muitos homossexuais são obrigados a viver “no armário”, ou seja, sem poder assumir de forma plena a sua identidade homossexual, pois em determinados grupos esse tipo de identidade não é aceita, e até mesmo combatida gerando uma exclusão que aparentemente por vezes ocorre quando uma dessas identidades interfere com outros papéis que a pessoa representa. Por receio, insegurança ou para se preservar, uma pessoa pode ocultar, ou não revelar, uma identidade para poder exercer certos papéis sociais, ou para poder participar de um determinado grupo. Nisso influem razões que variam desde a cultura de dominação em relação a certas posturas até preconceitos explícitos, que não aceitam que uma pessoa com uma determinada identidade freqüente um grupo. Isso pode ser exemplificado pela difícil relação existente entre judeus e palestinos, pela postura dos anglo-saxões brancos protestantes norteamericanos (WASP – white anglo saxon protestant) em relação aos judeus, negros, orientais e indígenas. Ou, ainda na esfera do presente estudo, quando um filho não se assume gay com receio da reação de seus progenitores. Portanto, os indivíduos passam por experiências de fragmentação em suas relações pessoais e em seu trabalho, circulando por grupos de identidades diversas, expressando também alguns dos papéis sociais que exercem (WOODWARD, 2000 apud HALL,1997). Mas não podemos negar que tivemos muitos avanços, mesmo que tardios, como a retirada do homossexualismo da lista de doenças do Conselho Federal de Medicina e da determinação por parte do Conselho Federal de Psicologia que nenhum psicólogo poderia favorecer a patologização de comportamento e de práticas homoeróticas, resquícios de doutrinas eugenistas que resultou na morte de milhares de judeus, negros, e homossexuais inclusive. Com o passar do tempo pode-se verificar que cada vez mais tem aumentado o número de grupos que atuam em defesa da causa bem como sua forma atuação, sendo cada vez mais valorizados os discursos que falam em respeito às diferenças, a diversidade, promovido por esses mesmos movimentos sociais e políticos que defendem os interesses desses grupos que sofrem com o preconceito, atuando para que cada vez mais se diminua a discriminação e a intolerância, entre outros problemas sofridos por essas pessoas. A mídia também vem atuando no intuito de mostrar a realidade do homossexual, tornando-a próxima da realidade da população, contribuindo para a desmistificação do tema e para a quebra de preconceitos, o que vem se refletindo no cotidiano pois muitos ao andar na rua já se depararam com uma bandeira de listras coloridas, representando as cores do arco íris, ou mesmo teve contato com algum personagem homossexual em algum filme, novela, ou seriado. Basta ligar a televisão para ter um contato maior com personagens homossexuais, tanto em canais pagos, como em canais abertos, ou simplesmente andarmos atentamente pelas ruas que será possível perceber esses símbolos que marcam o que pode ser designado símbolos de uma cultura homossexual. Em razão da aparente importância e visibilidade que essa temática vem ganhando, propomos um estudo enfocando esse grupo, que possui uma identidade própria, com símbolos próprios de uma tribo, como dialeto e estilo característico, que são pré-requisitos para a formação de uma tribo, segundo Michel Maffesoli (1995), e que ao mesmo tempo delimitam e formam territórios, fato que será enfocado e discutido ao longo desse artigo, levando o leitor a refletir a questão do preconceito e do respeito às diferenças.
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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Contribuições para a crítica ao modelo de “desenvolvimento sustentável” na Amazônia a partir da análise da Lei de Gestão de Florestas Públicas

RESUMO ENVIADO PARA O XV ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS (Encontro da AGB): http://www.agb.org.br/eventos/?evento=2
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Por Flávio Almeida Reis (flavioirj@gmail.com)
Orientado por Carlos Alberto Franco da Silva
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Este artigo tem como objeto o espaço geográfico da Amazônia que possui sua regulação compreendida pela contradição e confronto de interesses dos seus sujeitos sócio-ambientais. O recorte será delimitado pela área da Amazônia Legal compreendida pelos Estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará, Amapá, Roraima e Amazonas.
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O objetivo deste artigo será analisar a Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei nº11.284, aprovada em 2 de março de 2006) no que concerne à Amazônia. Esta análise se norteará pelo desígnio de contribuir para a qualificação do debate acerca da legislação ambiental vigente, forma juridicamente cristalizada de interesses que envolvem a regulação do espaço sócio-ambiental composto por relações sociais conflituosas. A Lei será abordada na sua finalidade de, através de leilões de “lotes de concessão florestal”, cujo primeiro critério de seleção é “o maior preço ofertado como pagamento ao poder” governamental, promover o “incremento da agregação de valor aos produtos e serviços da floresta”; definindo como ordem de princípios o “respeito ao direito da população, em especial das comunidades locais” depois do “estabelecimento de atividades que promovam o uso eficiente e racional das florestas e que contribuam para o cumprimento das metas do desenvolvimento sustentável”. Tal análise será feita no intuito de compreender o resultado da nova configuração e arranjo da paisagem, das territorialidades e do espaço amazônico. Espaço esse formado pelo conflito permanente entre os grupos que ali estão para expandir seus negócios de modo a produzir, reproduzir e acumular capitais com ou sem ajuda do Estado e os grupos não proprietários dos meios de produção, que só se reproduzem enquanto espécies percorrendo o calvário sofrido do trabalho exploratório num processo histórico aonde convivem com sucessivas e dramáticas migrações ao longo de suas gerações, sendo eles componentes fundamentais na cadeia produtiva que tem como meta maior a mais valia a ser apropriada pelos grupos empresariais. No artigo se fará considerações geográficas acerca do contexto de reinventar a natureza com mercadoria citando e definindo os “recursos florestais”, “produtos florestais”, “serviços florestais”, “manejo florestal sustentável”, entre outras novas expressões institucionais surgidas no ascendente vocabulário da bioespacialidade que vivemos atualmente. Também será preocupação objetiva desvendar que importância joga a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF), criados juntos com esta Lei, para o tensionamento e a nova arrumação do espaço amazônico.
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A concepção epistemológica que guiará a abordagem metodológica será a materialista-histórica-dialética e seus conceitos de abordagem da natureza, através do espaço, como forma concreta da matéria capaz de produzir vida através da fotossíntese; e através do trabalho dos homens e sua formação econômico-social, produzir o espaço geográfico, sistema mais complexo de todos os sistemas não-lineares: a sociedade humana. A metodologia aplicada será conduzida pela tentativa de superação do paradigma clássico que promove a dicotomia entre Geografia Humana e Geografia Física, a qual nos leva a pensar e ver o espaço padronizado em blocos estruturais: Natureza-Homem-Economia (N-H-E ou H-E-N ou E-H-N). Dessa forma, a metodologia do artigo será um desafio que verá a paisagem como o concreto-pensado através do movimento dialético de intelecção aonde se vai, assim, do visível para o invisível e do invisível volta-se para o visível. Essa é a razão de três princípios e categorias básicas da geografia terem sido escolhidos dentre tantos outros: paisagem, território e espaço. A paisagem, abordada através da variação histórica de seu arranjo e configuração, será o ponto de partida e o ponto de chegada da análise geográfica do espaço. A vida dinâmica do arranjo e a fisionomia de seus objetos serão explicados através das relações de infra-estrutura e superestrutura sócio-econômicas, em que as relações homem-homem e homem-meio se preenchem de antagonismo social presente na relação jurídica de propriedade das forças produtivas, tencionando social e ambientalmente a organização da sociedade pela base. O território levará em conta a região, os lugares, as redes e os recortes sócio-espaciais da ação dos sujeitos da paisagem que produzem configurações materiais espacializadas subjetiva e objetivamente. O espaço, conceituado como condição, meio e produto do homem, tratará da localização, distribuição, distância, extensão, posição e escala dos fenômenos. A pesquisa terá como fonte de coleta de dados publicações da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), livros sobre o tema, artigos de especialistas no assunto, site do Ministério do Meio ambiente e outros, Dissertações e Teses de Pós-Graduação, jornais, revistas e diversos materiais relacionados ao tema.
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Muitos caminhos já foram percorridos até então por aqueles que já realizaram estudos de investigação e formulações de hipóteses voltadas às questões amazônicas. A estratégia deste artigo é criar mais desafios e questionamentos, os resultados ora apresentados não poderão ser entendidos como acabados. Pretende-se que o artigo estabeleça uma relação harmônica de envolvimento com o tema geral do XV Encontro Nacional de Geógrafos - “O ESPAÇO NÃO PÁRA. POR UMA AGB EM MOVIMENTO” desvelando a Amazônia com um olhar nos processos antes do estado, isto é, o devir antes do ser. Assim produzindo os seguintes resultados esperados: 1) Caracterização do modelo de desenvolvimento adotado na região atualmente e verificação da sua relação e equivalência com a desigualdade social e com a transformação da paisagem que projeta gravíssimos danos ao bioma amazônico a partir do desmatamento e que se orienta então pelos interesses do agronegócio; 2) Verificar como a Lei de Gestão de Florestas Públicas se insere nesse contexto, buscando responder a hipótese desta Lei ser um agravante na tentativa de coisificação, instrumentalização, disciplinarização e domesticação da natureza para gerar lucros; se encontrando no âmbito da busca incessante da privatização das florestas se materializando assim como um aditamento quantitativo ou salto qualitativo na política do Estado e suas leis com referências ao meio ambiente, cuja premissa maior é o estabelecimento de uso do território amazônico para os fins dos conglomerados econômicos; 3) Contribuir para a crítica às alternativas que se apresentam em contrapartida a sustentação do padrão hegemônico, analisando seu correspondente grau de eficácia na busca pela superação do modelo globalizado e monopolizado de acumulação de capitais; 4) Produzir algumas notas conclusivas com a intenção de ajudar a edificar propostas com possíveis apontamentos que envolvam a necessidade de proteger não só a biodiversidade, mas também a sociodiversidade da Amazônia na perspectiva de construção da rede de complexos das comunidades autônomas organizadas em nível mundial.
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A indústria e a produção geográfica do mundo do homem

RESUMO ENVIADO PARA O XV ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS (Encontro da AGB): http://www.agb.org.br/eventos/?evento=2
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Por Raoni Lucena Souza
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Define-se como indústria qualquer atividade capaz de transformar, conscientemente, matéria prima em produto. Sob esta perspectiva, a indústria surge ainda no início da história do homem com a produção artesanal das primeiras ferramentas. O desenvolvimento de tais ferramentas deu ao homem primitivo a capacidade de se adaptar a diferentes condições ambientais. Esta diversidade nas condições de vida e, conseqüentemente, nas necessidades do ser humano estimulou de maneira recíproca a produção de ferramentas diferenciadas. Deste modo, podemos dizer que o homem se espalhou por todo cato do globo graças ao desenvolvimento industrial.
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Conforme o desenvolvimento das sociedades humanas e o aumento de sua complexidade, o trabalho e, conseqüentemente, a indústria foram se tornando cada vez mais diversificados e complexos. A indústria artesanal esporádica foi sendo substituída pela indústria artesanal contínua; esta, por sua vez, foi dando lugar à indústria manufatureira; e esta, à indústria fabril.
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Até o século XIV, produção industrial era meramente esporádica. O modo de produção feudal, hegemônico até então, baseava-se basicamente na produção agrícola. A produção de bens mais elaborados, a partir da transformação propriamente dita da matéria prima, era rarefeita. Esta, quando não se dava para usufruto próprio, tinha seu destino, distribuição e preço avaliados pelo e em favor do próprio produtor, a exceção de demandas esporádicas, quase ocasionais, como por exemplo, um pedido de um senhor feudal. Ou seja, a indústria não obedecia a uma demanda contínua tampouco a uma lógica de produção.
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A partir deste século, com a crise da relação senhorial e do modo de produção feudal, há uma forte transferência de população do campo à cidade e um grande fortalecimento político e econômico da burguesia, impulsionado, entre outros fatores, pela acumulação de metais preciosos vindos do Novo Mundo e o confisco de terras da Igreja Católica através da Reforma. É a fase que chamamos de acumulação primitiva do capital, marcada pelo processo histórico de separação entre o produtor e os meios de produção.
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Neste período, destaca-se como modo de produção de bens industriais o trabalho domiciliar. Esta forma de trabalho rompe com o modo feudal de produção (servil) uma vez que estabelece uma relação salarial entre produtor e “contratante”, embora não gere ainda a proletarização dos trabalhadores artesãos. Este sistema de trabalho domiciliar funciona da seguinte maneira: o capitalista-mercador fornece ao trabalhador as matérias primas e apropria-se do seu produto em troca de um salário, restando ao produtor apenas o instrumento de produção e seu salário de subsistência. Assim, passa a haver uma demanda constante de bens industriais e, acima de tudo, uma regulação da produção.
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Para que, da acumulação primitiva do capital, se passasse para um modo de acumulação capitalista propriamente dito foi necessária a separação entre os trabalhadores e a propriedade das condições de realização do trabalho. Este processo começa a se efetivar de maneira plena a partir do século XVII, com a concentração dos meios de produção nas mãos dos mercadores a partir da expropriação dos pequenos produtores efetuada pelos mercadores em questão. O modo de produção capitalista insere um novo patamar nas relações de classes. Pela primeira vez, o homem é retirado de sua fonte de vida e lançado na condição de dependente do mercado como uma peça trocável. Há efetivamente a proletarização da massa de trabalhadores.
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A indústria manufatureira – esta sim já caracterizada pelo modo de acumulação capitalista, ou seja, o investimento da mais valia obtida sobre uma massa de trabalhadores-produtores proletarizados, expropriados dos meios de produção – baseia-se na produção em série e na divisão do trabalho para otimização do tempo. A organização capitalista da produção institui uma forma de trabalho (o trabalho operário) marcado fortemente pela sua abstração, o que permite uma maior especialização e diferenciação das tarefas produtivas em relação ao trabalho domiciliar.
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É importante atentar para o fato de que, desde a queda da hegemonia do poder feudal, o lócus do poder político e econômico tem sido a cidade. Esta passou a ser, com a queda do modo de produção feudal, a sede da classe dominante. Porém, durante muito tempo, a produção de bens industriais continuou a cargo do campo, embora esta produção fosse arrendada e orçada a favor do capitalista-mercador sediado na cidade. Então, a cidade desempenha a princípio um papel diferente (inferior) do que desempenha hoje. Ela é o centro do poder político e das trocas comerciais, mas não exerce (a princípio) o papel de produtora – é o capital comercial quem está na base das relações sociais. É preciso, entretanto, deixar claro que, mesmo consumindo os produtos industriais do campo, é a cidade quem exerce a hegemonia, subjugando o campo a uma posição hierarquicamente inferior na divisão do trabalho.
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Um evento de suma importância para o desenvolvimento da indústria foi o deslocamento da produção para a cidade. A partir daí, aparece, então, uma nova classe de produtores urbanos, que por estar na cidade, pode elevar a um novo patamar as forças produtivas (industriais), baseadas nas manufaturas – surge o capital produtivo, que em breve tomará o lugar do capital comercial na base das relações sociais. A cidade dá a esses produtores as condições estruturais de produção, distribuição e comercialização que o campo não é capaz de dar.
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A transformação da cidade em centro de produção (não só de exploração do campo) resulta de uma luta de classes entre exploradores e explorados, no curso da qual ambos os lados se redefinem, redefinindo o conjunto das relações (SIGER, 1978). Aparece, então, uma nova classe de produtores urbanos, que por estar na cidade, pode elevar a um novo patamar as forças produtivas (industriais), baseadas nas manufaturas – surge o capital produtivo, que em breve tomará o lugar do capital comercial na base das relações sociais. A cidade dá a esses produtores as condições estruturais de produção, distribuição e comercialização que o campo não é capaz de dar. E foi este assombroso aumento das forças produtivas, oriundo da urbanização da produção, que deu à indústria as condições necessárias para entrar em seu próximo estágio: a indústria fabril.
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É com a industria fabril ou indústria moderna que ocorre a alteração dos princípios mais primordiais da organização do espaço. Situando rapidamente, a indústria fabril se caracteriza pela introdução das máquinas no processo produtivo, reduzindo de maneira espantosa os custos unitários da produção de um produto (seja ele qual for) ampliando de forma igualmente espantosa a sua capacidade de produção. Ou seja, produz-se muito mais gastando-se muito menos por unidade. A implantação desta forma de indústria tem com marco a Revolução Industrial (século XVIII, Inglaterra).
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Em todas as formas de organização social, sempre há uma forma predominante de indústria acoplada. É assim no modo tribal de organização, foi assim no modo feudal de organização, etc. O que estes modos de organização sócio-espacial têm em comum no que tange sua relação com a indústria é o fato de que, em cada uma destas sociedades, é a sua forma de organização sócio-espacial que define as características de sua produção industrial.
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O que se altera a partir da Revolução Industrial, com a ascensão da indústria fabril ou moderna é que passa a haver uma inversão dos papeis anteriormente estabelecidos. Agora é a indústria fabril, poderosa, hegemônica e oligárquica, que (re)define a seu favor a forma das sociedades se organizarem espacialmente. Este processo de reorganização do espaço conforme as regras e normas da indústria é um processo de tendências globais, tendo em vista que a Revolução Industrial – inicialmente dada na Inglaterra, século XVIII – se generaliza nos séculos seguintes atingindo, de maneira desigual, virtualmente todo o globo.
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ATA DA REUNIÃO DO D.A. (22/04/08)

ATA DA REUNIÃO
DIRETÓRIO ACADÊMICO DO CURSO DE GEOGRAFIA
(22/04/08)

Presentes:
1 - Flávio Almeida - "Militante"
2 - Thiago Soares - "Executivo"
3 - Diogo Henrique - "Tilt"
4 - Ana Maria
5 – Raoni Lucena

PAUTA
1 – Ônibus para o ENG
2 – Festa Junina Unificada Praia Vermelha
3 – EREGEO-SE
4 – Mercado de Trabalho para geógrafos
5 – Assembléia do DACG
6 – Blog e divulgação dos trabalhos acadêmicos


1) Ônibus para o ENG
Os estudantes de Geografia encaminharam pedido para ônibus ao Pró-Aluno, por meio do DCE, para viabilizar nossa ida ao Encontro (20 a 26 de julho em SP). Mais informações acessar o site do Encontro: http://www.agb.org.br/eventos/?evento=2
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Alertamos a todos que estão ocorrendo manobras burocráticas para “justificar” a negação do nosso ônibus. A PROAC, com a simpatia da direção majoritária do DCE, vetou o nosso pedido, alegando que já teríamos viajado com recursos do Pró-Aluno 2008, o que é uma mentira. O acerto que garantiu o ônibus para nossa ida ao ENEG foi conseguido no começo do ano de 2007.

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Está marcada uma reunião entre CAs e DAs interessados em transporte para eventos no dia 28, às 14 horas, no Bandejão, a finalidade para esta reunião é fechar uma lista de demandas dos cursos (da qual a Geografia está pré-excluída pela Reitoria). O DACG-UFF encaminhará uma proposta de elaboração de uma lista que englobe as demandas de todos os cursos (incluindo as nossas, e para além da restrição de uma viagem por curso), e mobilização permanente e massiva, tocada pelo DCE prioritariamente, que garanta a aceitação e cumprimento dessa lista por parte da Reitoria. Essa é a única forma de garantir a viagens de todos os DA’s, lutando pela unidade e reivindicação de todos.

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Caso não consigamos aprovar isso com os outros CAs e DAs, defenderemos nossa demanda específica no dia 29, na reunião dos CAs, DAs e DCE com a PROAC para resolver o assunto. Por isso, se faz necessária a presença massiva de todos os estudantes da Geografia, e da UFF.

O D.A.C.G faz um chamado a presença de todos:
- No dia 28/04 no bandejão às 14h;
- E no dia 29 de abril na REItoria!


2) Festa Junina Unificada Praia Vermelha
Recebemos um convite do DAOC (Engenharia Civil) para organizar uma Festa Junina na Praia Vermelha. A reunião será dia 23/04 às 14h no DAOC. Responsável: Thiago Soares

3 – EREGEO-SE
Reunião do DACG com André Ferrari, diretor do Instituto de Geociências sobre estrutura física do Encontro (banheiros, chuveiros, etc). Ana Maria tentará remarcar a reunião para dia 25/04 às 10h.

4) Mercado de trabalho para geógrafos
O DACG produzirá entrevistas com nossos colegas que estão fazendo estágios em diferentes empresas de modo a iniciarmos o debate acerca do mercado de trabalho para geógrafos. (Responsável: Flávio)

Começaremos a divulgar possibilidades de concursos e estágios para licenciatura e bacharelado em geografia. (Responsável: Raoni e Ana Maria)

5) Assembléia do DACG
A Assembléia Geral do DACG foi remarcada para dia 30/04 às 11:30 e 18h. Pauta: 1. Pós-CONEGEO; 2. ENG; 3. ENADE; 4. Finanças do D.A.; 5. Eleições do D.A.; 6. Congresso Estudantil da UFF; 7. Proposta de Nova Regulamentação dos Cursos de Graduação.

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6 – Blog e divulgação dos trabalhos acadêmicos
O objetivo a longo prazo é construirmos uma publicação acadêmica do DACG, isto pode ser, uma revista eletrônica de geografia do D.A.

O primeiro passo nesse sentido será o chamado e divulgação no BLOG dos resumos que os estudantes de geografia da UFF enviaram para o XV ENG. Militante e Raoni já enviaram seus textos para publicação, convidamos os demais colegas a fazerem o mesmo.

Segue endereço do Blog: http://dacguff.blogspot.com/


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Secretário da reunião:

Flávio Almeida Reis "Militante"
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